Elisete Batista da Silva
Medeiros
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publicado em 29/10/2007
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Sustentabilidade quer dizer o reconhecimento de limites
biofísicos colocados pela biosfera no processo econômico. Sendo
necessária a percepção que a ecologia sustenta a economia, devendo as
duas operar em sintonia com os princípios da natureza.
A opção pela sustentabilidade implica em uma orientação de se
conservar mais capital natural para as próximas gerações, para ser
sustentável é necessário à sociedade ter um fundamento biofísico
estável, sendo importante que o sistema econômico tenha uma base de
apoio, o que requer que as taxas de regeneração e absorção sejam
respeitadas.
A busca pelo desenvolvimento sustentável reflete a
incompetência da moderna economia, em integrar a sociedade, a economia e
a natureza, e a busca por opções de sustentabilidade significar buscar
orientações de forma a conservar o capital natural para as futuras
gerações, reconhecendo então a finitude e a auto-restrição da natureza.
A sustentabilidade implica em limitações definidas nas
possibilidades de crescimento. E devido a este fundamento que não se
pode deixar de pensar a base ecológica e as políticas públicas. Sendo
necessária a visualização de regras que podem ser eficientes na gestão
dos recursos naturais, procurando usá-los de forma prudente. A política
de desenvolvimento sustentável deve procurar conciliar a relação entre
homem e natureza de forma a gerir o que e possível e o que e desejável.
São alguns critérios para a sustentabilidade: a
sustentabilidade ecológica, implicando na utilização florestal
obedecendo alguns critérios como podemos citar a manutenção em longo
prazo dos processos biológicos de forma estável, equilíbrio
populacional, o equilíbrio dos nutrientes; a sustentabilidade social
buscando a justiça social.
O objetivo da sustentabilidade é colocado sob forma de três
restrições que vem enquadrar a função utilidade intertemporal: os
recursos naturais devem ser extraídos procurando fazer a substituição
por recursos equivalentes; a exploração dos recursos renováveis deve ser
feita respeitando a sua renovação; e a emissão de rejeitos deve ser
compatível com a capacidade de assimilação do ambiente.
O fator determinante da sustentabilidade é a rede de relações
entre cinco componentes que configuram um determinado modelo de ocupação
territorial, a partir de então pode-se propor que a sustentabilidade
depende das inter-ralções entre seu/sua: população, referente a seu
tamanho, sua composição e dinâmica demográfica; organização social,
referente aos padrões de produção e de resolução de conflitos, e
estratificação social; entorno, refere-se ao ambiente físico e
construído, processos ambientais, recursos naturais; tecnologia, no que
tange a inovação, ao progresso técnico, ao uso de energia; aspirações
sociais, quanto aos padrões de consumo, os valores e a cultura.
Quando o ser humano constitui a razão de ser do processo de
desenvolvimento significa defender com razões e argumentos um novo
estilo de desenvolvimento que seja: ambientalmente sustentável no acesso
e no uso de recursos naturais conjuntamente com a preservação da
biodiversidade; socialmente sustentável na redução da pobreza e das
desigualdades sociais e promovendo a justiça e a equidade; culturalmente
sustentável na conservação de valores, praticas e símbolos de
identidade; politicamente sustentável ao aprofundar a democracia e
garantir o acesso e a participação efetiva da população no processo de
decisão de ordem pública.
Esse estilo é guiado por uma nova ética de desenvolvimento,
ética essa na qual os objetivos econômicos do progresso estão
subordinados as leis de funcionamento dos sistemas naturais e aos
critérios de respeito e dignidade humana e de melhoria da qualidade de
vida das pessoas. Essa interpretação reflete um paradigma de
desenvolvimento.
Além disso, a sustentabilidade do desenvolvimento é resultado
da preservação da integridade dos processos naturais que garantem os
fluxos de energia e de materiais na biosfera, e que se consiga preservar
a biodiversidade do planeta.
Referencial:
SACHS, Ignacy. Desenvolvimento includente, sustentável sustentado. Rio
de Janeiro: Editora Garamond Ltda, 2004.
SACHS, Ignacy.
Ecodesenvolvimento: crescer sem destruir. São Paulo, Vértice, 1986.
KITAMURA, Paulo Choji. A Amazônia e o Desenvolvimento Sustentável.
Brasília: Embrapa, 1994.
CAVALCANTI, Clóvis. Desenvolvimento e Natureza: Estudos para uma
Sociedade Sustentável. 4 edição. São Paulo: Editora Cortez, 2003. (ORG)
GIANSANTI, Roberto. O Desafio do Desenvolvimento Sustentável. 4ª edição.
São Paulo: Atual, 1998.
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Retirado de:
http://www.partes.com.br/socioambiental/sustentabilidadecaminho.asp
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